Solidariedade ao povo saaraui: cresce o apelo internacional pela libertação de Naâma Asfari
A luta do povo saaraui pelo direito à autodeterminação voltou a ganhar destaque internacional após organizações de direitos humanos do Equador divulgarem um manifesto exigindo a libertação imediata do ativista Naâma Asfari, considerado por diversas entidades um preso político. O documento denuncia violações de direitos humanos e reforça o reconhecimento da legitimidade da causa defendida pela República Árabe Saaraui Democrática (RASD).
Segundo as organizações signatárias, Naâma Asfari permanece preso há mais de 15 anos por defender, de forma pacífica, o direito do povo saaraui à independência e à autodeterminação. Para os movimentos de solidariedade, sua condenação representa um símbolo da repressão enfrentada pelos saarauis nos territórios sob administração marroquina.
O manifesto também alerta para o agravamento do estado de saúde de Asfari, que realizou uma greve de fome para chamar a atenção da comunidade internacional. As entidades afirmam que organismos das Nações Unidas já classificaram sua prisão como arbitrária e denunciaram alegações de tortura e de utilização de confissões obtidas sob coerção durante o processo judicial.
Para os defensores da causa saaraui, o reconhecimento da República Árabe Saaraui Democrática representa o respeito ao princípio da autodeterminação dos povos, previsto na Carta das Nações Unidas. Eles defendem que a comunidade internacional intensifique os esforços diplomáticos para garantir uma solução pacífica para o conflito do Saara Ocidental e assegurar o cumprimento das normas internacionais de direitos humanos.
O documento pede que o secretário-geral da ONU, António Guterres, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o enviado especial da ONU para o Saara Ocidental e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha atuem para garantir a libertação de Naâma Asfari, atendimento médico aos presos e acesso de familiares, advogados e organizações humanitárias às unidades prisionais.
Para as organizações que assinam o manifesto, a defesa dos direitos do povo saaraui transcende questões políticas e representa uma causa humanitária, baseada na proteção da dignidade, da liberdade e do direito dos povos de decidir seu próprio futuro.